“Jesus vem para dar a todos o documento de cidadania”, afirma Papa Francisco

POR ROSINHA MARTINS

DE SÃO PAULO - SP




O Papa Francisco, se colocou em defesa dos imigrantes e refugiados durante a homilia da Missa do Galo, do último domingo, 24, ancorado no texto bíblico que narra a situação de migração da família de Nazaré.

 

 “Em Belém, criou-se uma pequena abertura para aqueles que perderam a terra, a pátria, os sonhos; mesmo para aqueles que sucumbiram à asfixia produzida por uma vida fechada”, embora fosse “uma terra que não os esperava, uma terra onde não havia lugar para eles”, afirma.

 

Francisco continua dizendo que o meio da escuridão duma cidade toda em movimento que parecia querer, neste caso, edificar-se voltando as costas aos outros… precisamente lá acende-se a centelha revolucionária da ternura de Deus”, acrescentou Francisco.

 

Se referindo a imigração forçada e ao tráfico de pessoas, o Papa faz menção aos “Herodes de turno” que levam milhares e milhões de pessoas a se colorem em êxodo. “Em muitos casos, esta partida está carregada de esperança, carregada de futuro; mas, em tantos outros, a partida tem apenas um nome: sobrevivência. Sobreviver aos Herodes de turno, que, para impor o seu poder e aumentar as suas riquezas, não têm problema algum em derramar sangue inocente”.

 

 “Nos passos de José e Maria, escondem-se tantos passos”, as “pegadas de famílias inteiras que hoje são obrigadas a partir” e as “pegadas de milhões de pessoas que não escolhem partir, mas são obrigadas a separar-se dos seus entes queridos, são expulsas da sua terra”.

 

O Papa encerrou sua homilia pedindo que “a vossa ternura desperte a nossa sensibilidade e nos faça sentir convidados a reconhecer-Vos em todos aqueles que chegam às nossas cidades, às nossas histórias, às nossas vidas”, afirmou.

O Pontífice encerrou a reflexão com uma oração. “Que a vossa ternura revolucionária nos persuada a sentir-nos convidados a cuidar da esperança e da ternura do nosso povo”. E concluiu: "Esta é a alegria que nós somos chamados hoje a compartilhar, a celebrar e proclamar. A alegria com a qual Deus, em sua infinita misericórdia, abraçou nós, pagãos, pecadores e estrangeiros, e nos pede que façamos o mesmo".

 

Questões do Direito

 

Francisco afirmou categoricamente que aqueles que se encontram em situação de migração e refúgio já têm garantido o direito de cidadãos ao considerar que “Maria e José, para quem não havia lugar, são os primeiros a abraçar Aquele que nos vem dar a todos o documento de cidadania."

 

Em entrevista à Imprensa Scalabriniana, a missionária scalabriniana, diretora do Instituto Migrações Direitos Humanos, de Brasília, Ir. Rosita Milesi, sublinha que o Papa Francisco, ao afirmar que temos um documento de cidadania, está colocando em primeiro lugar a dignidade inalienável inerente à cidadania de filhos e filhas de Deus, irmãos e irmãs, membros de universal família humana.

 

Daí a importância de vermos as pessoas em mobilidade com o olhar sustentando na fé, pois será a partir deste olhar que teremos a capacidade de compreender que todos pertencemos a "uma só família", com direito a que todos - migrantes ou populações locais - usufruam dos bens da terra e seja, cada ser humano, respeitado enquanto portador desta cidadania universal que procede da filiação de Deus.

 

Não se ignora, nem se reduz a cidadania enquanto nacionalidade, da qual advém direitos específicos e correspondentes, mas antes e acima desta, temos uma cidadania que é inata ao ser humano e que é universal enquanto filhos do mesmo Pai e, portanto, irmãos e irmãs, todos portadores da dignidade que antecede as normativas que regulam a sociedade humana”, afirma.

Para Milesi, ao afirmar que temos um documento de cidadania incontestável creio que ele quer dizer que a cidadania como nacionalidade está em segundo plano quando se trata de direitos humanos. “Enquanto filhos de Deus, temos direitos fundamentais preservados. Temos uma cidadania que é inata ao ser humano e que é universal no sentido de ser intrínseca ao próprio fato de sermos filhos do mesmo Pai e, portanto, irmãos e irmãs e todos portadores de toda uma dignidade que antecede as normativas que regulam a sociedade humana”, conclui.





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