Em Lampedusa, imigrantes recém-chegados procuram dar boas notícias a familiares


Jovens imigrantes recém-chegados a Lampedusa e Rosinha Martins, na praça da Matriz. Imagem feita pelos imigrantes.


ROSINHA MARTINS
DE LAMPEDUSA – ITÁLIA

        
Eles têm 14, 15, 16 e 17 anos. Meninos puros, cheios de esperanças acabaram de desembarcar em Lampedusa na noite da Festa da Padroeira, 22 de setembro. Vieram de Marrocos, numa viagem longa e amedrontadora. Em seus olhos se podia  perceber a alegria de ter encontrado um porto de salvação. É difícil descrever o brilho dos olhos que expressa a alegria de ter chegado em terra firme, certos de uma vida melhor.

 

 “Não queremos ficar em Marrocos, pois a vida lá é muito difícil. Não temos escola, não temos trabalho. Marrocos não dá”, dizia A. de apenas 14 anos.

E enquanto os lampedusanos entre gritos e cantos de louvação de à Madona, a faziam circular pela ilha, na praça da matriz, os corações dos jovens imigrantes, ainda em tenra idade, batiam de alegria por poder ver a família por meio das redes sociais e dizer: “Estou vivo e em terra firme”!

 

“Não quero voltar para a Tunísia. Quero ficar na Europa. Tunísia, de jeito nenhum”, expressa um jovem de 21 anos.

 

Ainda, em meio à festa da padroeira se podia ver membros da Cruz Vermelha procurando, em nome da família, por imigrantes desaparecidos, jovens que viajaram para a Europa há poucos dias e dos quais a família não tem notícias.

Em meio à festa da Madonna de Porto Salvo, se podia ver lampedusanos com lágrimas nos olhos ao contar sobre os perigos da imigração na Líbia e no mar, e que sonham um dia ver o fim deste crime da imigração que vem dizimando africanos, principalmente, aos milhares.


Em meio à festa de Nossa Senhora de Lampedusa, uma nave com cem imigrantes se afundou no mar. Era 20 de setembro, quinta-feira. Crianças,  mulheres e homens, perderam, atrozmente, as suas vidas. 


Em meio à festa de Nossa Senhora de Lampedusa se podia ouvir histórias de compaixão e de serviço, de alegria pela vitória alcançada por tantos jovens que hoje estão bem na Itália, na França, na Alemanha.

Em meio à festa de Nossa Senhora de Lampedusa, tive meu coração partido por ter que deixar aqueles adolescentes e jovens, cheios de esperança, em busca de um lugar ao sol, sem poder fazer muito por eles, a não ser um sorriso, um aperto de mão, uma tradução. 

O que eu não pude fazer, confio à Nossa Senhora de Porto Salvo, a fim de que ela toque o coração daqueles que são os primeiros responsáveis pela dor, pelo sofrimento, pela morte e pela imigração forçada sem precedentes na história e que onde eles forem seja ela o Porto Salvo que lhes garanta a vida digna.

 

Lampedusa, ilha pelágia, Itália. 22 de setembro de 2018. Festa da Madonna di Porto Salvo
Imagens:  Rosinha Martins





Muiltimídia
Vídeo Hino de Madre Assunta CN Notícias: Em Brasília, congregação prepara beatificação de Madre AssuntaConvite para participação na Beatificação de Madre Assunta Encontro Formação Permanente Irmãs Missionárias Scalabrinianas 2015


  HOME

Nossa História

Congregação
Missão
Fundadores
Onde Estamos
Província

Formação

Pastoral Vocacional
Aspirantado
Postulando
Noviciado
Juniorato
Formação Permanente
Sócio-Pastoral

Ação Social
Migração

Educação

Rede de Educação Scalabriniana Integrada
Proposta Pedagógica
Unidades Escolares
Educação Cristã
CESPROM

CESPROM São Paulo
CESPROM Cambucí
CESPROM Vicente Carvalho
CESPROM Jundiaí

Saúde

Pastoral da Saúde
Hospital São José
Santa Casa de Misericórdia
Comunicação

Artigos Downloads
Boletim Partilhar é Viver
Galeria de Fotos
Galeria de Vídeos
Informativo MADRE ASSUNTA
Revista Esperança
Últimas Notícias

Fale Conosco