Histórias e memórias de venezuelanos se transformam em murais nos abrigos de Boa Vista



POR FLAVIA FARIA
DE BOA VISTA

Nos abrigos que acolhem venezuelanos em Boa Vista, verdadeiras obras de arte chamam a atenção dos moradores, dos visitantes e dos funcionários de agências humanitárias e órgãos governamentais que atuam nestes locais. São murais de tecido costurados a partir de desenhos que representam lembranças e sentimentos dos venezuelanos que foram forçados a deixar seu país em busca de proteção no Brasil.


A atividade, que contou com a participação de crianças, jovens e mulheres, foi conduzida pelo ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) nos abrigos Jardim Floresta, São Vicente e Nova Canaã. Como resultado, três belos murais foram apresentados à comunidade no Dia Mundial do Refugiado (celebrado no último dia 20 de junho), cheios de cores, histórias e mensagens de agradecimento.


Neste murais, os desenhos contam detalhes de suas jornadas desde a Venezuela até o Brasil, refletindo tanto os elementos e sentimentos que foram mais marcantes durante o trajeto, quanto aqueles relativos às suas novas vidas em Roraima. São paisagens, pessoas, objetos, ou mesmo palavras cheias de afeto e emoção. Basta um olhar rápido para perceber que aquelas que expressam saudade, gratidão, força e resiliência, são as que predominam.


Para a venezuelana Miriangela, de 26 anos, a oportunidade de refletir de forma conjunta sobre a situação da Venezuela, e consolidar memórias e sentimentos em forma de arte, foi muito significativa. Sua contribuição ao mural foi um desenho sobre sua mãe, que continua no país. “Para mim, elaborar um mural a apartir de nossas lembranças, foi também uma forma de trazer tudo e todos que ficaram por lá, mais para perto de nós”, contou emocionada.


O processo criativo para a produção dos murais aconteceu em diferentes etapas. Na primeira, uma equipe do ACNUR propôs uma dinâmica com os moradores de cada abrigo explicando o projeto e seu significado para o Dia Mundial do Refugiado. Em seguida, crianças e adultos expressaram sua trajetória da Venezuela até Boa Vista por meio de desenhos e palavras, que posteriormente foram transferidos para pedaços de tecido por moradores com habilidade de pintura e artes manuais. Por último, venezuelanos com aptidões para costura uniram os pedaços de pano que se transformaram em três lindos murais.






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