LONDRINA - Entre luzes e sombras haitianos, senegaleses e bengaleses tentam se adaptar no Brasil



POR ROSINHA MARTINS
DE LONDRINA - PR


“Eu gosto de viver aqui, mas é difícil viver sem a minha família. Estou esperando a liberação das embaixadas para que eles possam vir”. Assim se expressou Roberto S. que vive no Brasil há dois anos deixando para trás a mulher e seis filhos. “Todo esse tempo sem a minha mulher, vou ficar louco”, continua.

Barreiras como vistos de entrada e permanência no Brasil, preconceitos, dificuldade em relação à saúde e o emprego são algumas das sombras que dificultam a permanência de haitianos no Brasil e de forma mais específica em Londrina-PR.

Facioli confirma a existência desses empecilhos socioculturais que atrasam o processo de integração. “A crise brasileira e questões de preconceitos estão incluídas nesse processo com pessoas de outras etnias, de outra nacionalidade. Muitas indústrias dizem diretamente a eles ‘aqui não empregamos estrangeiros’. A questão é muito complexa”, conta.

Não só os haitianos, mas também os senegaleses e bengaleses primam pelos laços familiares e a migração se torna um corte nestes vínculos. “A gente sofre por eles, principalmente pelos bengaleses, afirma a missionária scalabriniana que trabalha há um ano e meio na Pastoral do Migrante da Diocese de Londrina, Irmã Inês Facioli. “Às vezes alguns deles me dizem, ‘estou sofrendo, que dor! Mulher chora todo dia! ’ Claro, quanto mais se comunica mais aumenta o sofrimento porque se fica sabendo detalhes do que acontece todos os dias, se ouve a voz... Muitos deles vivem e trabalham em estado de depressão”, acredita Irmã Inês.

Os bengaleses, aqueles nascidos em Bangladesh, têm chegado em grande número no Brasil devido à facilidade de se empregarem nos frigoríficos. E este sofrimento por estar distante da família é, também, para Irmã Inês, motivado pelo fato de estarem longe dos seus e por trabalharem dia e noites nestas câmeras frias de carne.

Por estas e outras dificuldades “o Brasil passa a ser um corredor para os haitianos, que tentam conseguir dinheiro aqui para seguir para o Chile ou Canadá, onde a integração tem se tornado mais real”, afirma o mestrando em Serviço Social pela Universidade do Estado de Londrina (UEL), natural do Haiti, Marc Donald Jean Baptiste.

Na região metropolitana de Londrina (a cidade de Londrina, Cambé e Rolândia) vivem cerca de 3 mil imigrantes entre bengaleses, senegaleses e Haitianos – esses últimos são maioria. Muitos deles estão empregados trabalhando em construção civil, lojas, frigoríficos e ainda, em serviços autônomos como em comércio livre nas ruas.

As luzes que iluminam as estradas nessa travessia são os trabalhos voluntários de solidariedade por parte da Pastoral dos Migrantes, coordenado pelas Scalabrinianas Inês Facioli e Lúcia Amarante, a Cáritas Brasileira que faz um árduo trabalho de legalização de documentos e demais trâmites legais, a Defensoria Pública da União e as Igrejas em geral que estão sempre atentas em socorrê-los em suas necessidades.

Fonte: Imprensa Scalabriniana - SP

 

 

 

 

 





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