Sírios inciam o caminho de volta para casa



“Foi como se tivesse nascido de novo. Parei de me sentir um estranho, estou em casa outra vez.” O carpinteiro Rafat Rayub visitou sua cidade natal, Radua, no noroeste da Síriapela primeira vez desde que fugiu de seu país por causa da guerra. Agora vive como refugiado no distrito Kocaeli, na Turquia, perto de Istambul. Em setembro passado, devido à festividade muçulmana do Eid al-Adha, a Festa do Sacrifício, e com uma autorização oficial das autoridades, passou com sua família cinco semanas em sua aldeia, na província de Idlib. “Consegui voltar a respirar... Foram dias de encontros, comida, alegria... Às vezes nos sentíamos como antes da guerra”, explica.

A Turquia abriu os acessos de fronteira com a Síria na maior celebração da comunidade muçulmana para autorizar a volta temporária para casa de milhares de refugiados sírios instalados em seu território. O Departamento de Imigração lançou uma plataforma digital para administrar as solicitações depois de estabelecer um número limite de saídas. Em apenas 15 dias, 53.798 pessoas atravessaram a Síria pelo acesso de Oncupinar (na província de Kilis), segundo dados divulgados pela agência turca DHA.


“Em um mês e meio não ouvi nenhum caça nem bombardeios”, afirma Rafat sobre sua estadia. O cessar-fogo parcial acordado nas negociações do Cazaquistão por Turquia, Rússia e Irã permitiram a milhares de sírios desfrutar de uma relativa tranquilidade nas cidades durante a realização do Sacrifício. O aumento da segurança em seu país de origem foi uma oportunidade para que alguns decidissem ficar definitivamente. De fato, ao final do prazo estabelecido para o período de férias, mais de 6.000 refugiados (11%) não voltaram à Turquia.


O país euroasiático é, com três milhões de refugiados sírios, o principal destino de quem fugiu da guerra iniciada em 2011. O restante se divide sobretudo entre Líbano (um milhão), Jordânia (600.000), Iraque (240.000) e os que viajaram para a Europa.

As poucas oportunidades de trabalho dos sírios na Turquia, que expede vistos de trabalho limitados, o alto custo de vida e a distância dos familiares são alguns dos motivos por trás da decisão de alguns refugiados de começar a reverter o êxodo causado pela guerra. “Minha vida aqui é miserável”, afirma o carpinteiro Rafat, que mantém a esposa e suas quatro filhas com um salário de 367 euros (cerca de 1.300 reais) por mês, em um emprego ilegal de 11 horas por dia. Ele acredita que o estilo de vida em Radua, apesar da pouca estabilidade própria da conjuntura bélica, será mais conveniente. “Os preços lá são mais baixos, temos uma propriedade e contaríamos com o apoio familiar.”

 

Mas os trâmites para deixar a Turquia são irreversíveis e quem desfaz o caminho se vê diante de um fechamento permanente das fronteiras. Antes de passar para a Síria, as autoridades turcas exigem a devolução das credenciais nos postos de controle: como o cartão de residência (que dá acesso ao serviço de saúde e à educação), ou os documentos de proteção social para quem mora nas cidades-barracas.

Os refugiados de volta

Os esforços de várias potências para colocar fim à guerra da Síria animaram milhares de refugiados a abandonar a vida no exílio. Na primeira metade de 2017, mais de 31.000 sírios voltaram dos países vizinhos, segundo a ACNUR (Agência das Nações Unidas para os Refugiados). Em sua maioria —65%— voltaram da Turquia, de onde saíram 20.314. Nas negociações do Cazaquistão também se traçou um plano de volta em quatro das zonas de distensão para que os civis possam voltar voluntariamente a Idlib, Homs, norte de Damasco e regiões de Deraa e Quneitra.

Um dos principais destinos dos fluxos de volta para a Síria é na área de segurança amparada por Turquia, entre Yarábulus, al Bab e Azaz, onde as agências turcas investiram na reconstrução de infraestrutura, moradias, centros educacionais e serviços de saúde. Em agosto, 70.000 sírios —os que deixaram seus lares mas não o país e outros que cruzaram a fronteira— também já voltaram a essas cidades liberadas pelo Estado Islâmico (EI). Mas também Idlib, o último reduto da oposição síria e as facções salafistas, e outros povoados da província de Alepo, Homs e Hama são os destinos de quem retorna.

 Fonte: Elpais

 





Muiltimídia
Vídeo Hino de Madre Assunta CN Notícias: Em Brasília, congregação prepara beatificação de Madre AssuntaConvite para participação na Beatificação de Madre Assunta Encontro Formação Permanente Irmãs Missionárias Scalabrinianas 2015


  HOME

Nossa História

Congregação
Missão
Fundadores
Onde Estamos
Província

Formação

Pastoral Vocacional
Aspirantado
Postulando
Noviciado
Juniorato
Formação Permanente
Sócio-Pastoral

Ação Social
Migração

Educação

Rede de Educação Scalabriniana Integrada
Proposta Pedagógica
Unidades Escolares
Educação Cristã
CESPROM

CESPROM São Paulo
CESPROM Cambucí
CESPROM Vicente Carvalho
CESPROM Jundiaí

Saúde

Pastoral da Saúde
Hospital São José
Santa Casa de Misericórdia
Comunicação

Artigos Downloads
Boletim Partilhar é Viver
Galeria de Fotos
Galeria de Vídeos
Informativo MADRE ASSUNTA
Revista Esperança
Últimas Notícias

Fale Conosco