Quaresma:"Ir ao encontro dos pobres para separar-se do mundo", diz frei Cantalamessa




Na manhã desta sexta-feira (23) realizou a primeira pregação da Quaresma na capela Redemptoris Mater no Vaticano, conduzida pelo frei Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia. Na sua meditação o franciscano enfatizou que, para transformar o mundo, devemos nos transformar.

 

A sua reflexão teve como centro as palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos: "Não vos conformeis com este mundo”. Não diz, “transformem-no”, mas sim “transformem-se”. Esta primeira meditação introduz o espírito da Quaresma, sem entrar no tema específico do programa, também devido à ausência de parte dos participantes dos encontros, o Papa e os membros da Cúria Romana que concluíram nesta manhã dos Exercícios Espirituais em Ariccia.

 

A palavra "mundo" no cristianismo

 

O frei capuchinho recorda que a atitude de Jesus em relação ao mundo é de “estar no mundo, mas não ser do mundo, que em si mesmo, apesar de tudo, é uma realidade boa criada por Deus.

 

Assim, o Frei Cantalamessa analisa a relação entre o pensamento cristão e o “mundo” ao longo dos séculos: com Paulo e com João, a palavra “mundo” se carrega com um valor moral que se refere principalmente a como se tornou depois do pecado, o ideal da fuga do mundo dos primeiros séculos até a chamada “teologia da secularização” que acaba no ideal de uma fuga “em direção” do mundo, isto é, uma mundanização.

 

Desta forma encontrou-se em um "beco sem saída" – destaca - e em poucos anos, não se falou mais de teologia da secularização e alguns dos mesmos promotores se distanciaram dela.

Ir em direção dos pobres é separar-se do mundo

 

O frei Cantalamessa explica então o que é o “mundo” ao qual não devemos nos conformar: “Nós já sabemos qual é, para o Novo Testamento, o mundo ao qual não devemos conformar-nos: não o mundo criado e amado por Deus, não os homens do mundo aos quais sempre devemos ir ao encontro, especialmente os pobres, os últimos, os sofredores.

 

O “misturar-se” com este mundo do sofrimento e da marginalização é, paradoxalmente, o melhor modo de “separar-se” do mundo, porque é ir lá onde o mundo foge com todas as suas forças. É separar-se do próprio princípio que governa o mundo, que é o egoísmo”.

 

A fé é o terreno de confronto primário

 

O terreno de “confronto primário” entre o cristão e o “mundo” é a fé, disse Frei Canatalamessa, que se refere às “conclusões que tiram os cientistas não crentes da observação do universo” e outros: no melhor dos casos “Deus é reduzido a um vago e subjetivo senso do mistério e Jesus Cristo nem sequer é levado em consideração”. “A adaptação ao espírito dos tempos” é quando o mundo adormenta as pessoas sugando as energias espirituais e injetando uma espécie de líquido soporífero.

 

A figura desse mundo passa

 

O cristão - explica - não deve se conformar ao mundo, não porque a matéria seja má ou inimiga do espírito, como pensaram os platônicos, mas porque passa a cena deste mundo. Basta pensar nos mitos de 40 anos atrás ou ao que permanecerá dos mitos e celebridades de hoje.

 

“Nu, saí do ventre da minha mãe, e nu vou voltar", diz Jó (Jó 1, 21). O mesmo – continua Cantalamessa - acontecerá com os bilionários de hoje com seu dinheiro e com os poderosos de hoje que fazem o mundo tremer com o seu poder”.

 

Jejum de imagens

 

Enfim uma advertência do Frei Cantalamessa de não se conformar com este mundo: as imagens. “Os antigos tinham inventado o lema: "Jejuar do mundo” (nesteuein tou kosmou); hoje isso deve ser entendido no sentido de jejuar das imagens do mundo. Uma vez era considerado mais eficaz o jejum dos alimentos e das bebidas. Não é mais assim. Hoje se jejua por muitas outras razões: especialmente para manter a linha. Nenhum alimento, diz a Escritura, é impuro, enquanto muitas imagens são. Elas se tornaram um dos veículos privilegiados com o qual o mundo difunde o seu antievangelho".

Fonte: Vaticannews





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