Para teóloga, “a paralisia paradigmática pode impedir a experiência da itinerância”





POR ROSINHA MARTINS

DE APARECIDA -SP

 

Em fase de reforma interna da Congregação em vista de responder mais eficazmente aos desafios da imigração e do refúgio, as Scalabrinianas, presentes em 27 países se reúnem por regiões para dar continuidade ao processo, cujas mudanças deverão entrar em vigor em dezembro deste ano.

Em vista do êxito destas reformas, as Irmãs contam com assessoras e assessores, juristas e teólogos que participam dos mais variados encontros regionais, nacionais e internacionais, os quais vem sendo realizados há mais ou menos 4 anos na África, Américas, Europa e Ásia.

Em Aparecida, São Paulo acontece até o próximo dia 14, o encontro regional da Província de São Paulo que tem como assessora a religiosa, teóloga e professora da PUC Minas, profa. Maria Helena Morra.

Irmã Maria Helena concentrou a reflexão no tema da itinerância a partir da História da Salvação e da realidade das migrações e do refúgio nos tempos modernos.

 

A itinerância requer maturidade e conversão

De acordo com a teóloga a itinerância é constituída por um caminho espiritual e geográfico-espacial como arte de pensar o tempo presente. “Ela pressupõe conversão e maturidade ancorada no seguimento de Jesus e na fé, buscando responder aos desafios do mundo de hoje.”

 

Os migrantes e refugiados: nossos mestres em itinerância

Os imigrantes e refugiados são os que mais entendem deste processo porque eles fazem a verdadeira itinerância – a saber, muitas vezes sem a clareza sobre qual será o final de suas jornadas. “São obrigados a itinerar por causa da violência, de perseguições, de tráfico humano, de guerras. “A itinerancia na vida dos imigrantes é muito desafiadora. Quando falamos de itinerância na Vida Religiosa, em comparação com aquela dos migrantes e refugiados, temos vergonha das exigências que essa nos coloca como Vida Consagrada. Porque a nossa itinerância se dá dentro de um certo conforto, uma certa segurança, temos casa, comida, somos bem acolhidas”, enfatiza.  As Scalabrinianas, acrescenta, “tem a responsabilidade, - mais do que nunca -, de fazer a dinâmica e dar visibilidade a esta experiência tão convocativa no mundo de hoje.”

 

Mudança de mentalidade como maior desafio no caminho itinerante

Para Irmã Maria Helena “o maior desafio para a Vida Religiosa quando se trata da itinerância é a mudança de mentalidade que nos trava fazer o novo acontecer. Isto porque, às vezes, sofremos paralisia paradigmática, a doença terminal da certeza e não conseguimos perceber algo novo que está sendo gestado e gritando para que a Vida Religiosa dê uma resposta mais afetiva e efetiva no mundo contemporâneo.

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Imagens do encontro

Fonte: Imprensa Scalabriniana

 





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